Lilith, a senhora da Lua Negrasábado, 7 de fevereiro de 2009
sábado, 8 de novembro de 2008
Ajudem a Cláudia
Cláudia é uma menina de dez anos que sofre de Progeria, uma doença rara que provoca o envelhecimento precoce, com todos os distúrbios para a saúde que daí advêm.
Há já muitos blogs e afins que falam da Cláudia, mas nunca é demais falar dela, pois é uma criança fantástica. Para quem não viu a reportagem que a TVI passou no dia 26 de Outubro, por favor, pesquisem na net porque é possível vê-la.
A Cláudia precisa de fazer tratamentos que são caros e a mãe dela não tem dinheiro para isso, portanto, ajudem a Cláudia. Façam o vosso donativo para a conta que vem referida na net ou enviem directamente para sua casa. A morada é: Quinta da Longra, Lote 22 B, 2º Esq. 3500-147 Viseu.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
ILUSÃO
domingo, 18 de novembro de 2007
O NASCIMENTO

Vivo num paraíso de águas cálidas. Quente e aconchegada nada me preocupa. Todas as minhas necessidades satisfeitas, não tenho outras.
Tudo me é dado, sem esforço existo. Sinto-me protegida e confiante.
Sou o centro do meu próprio universo, o meu mundo de águas cálidas. Habito uma bolha flutuante onde em constante movimento flutuo.
Estou no ventre materno.
Uf! Que é isto, que sucede? Espremida, comprimida, sugada, atirada contra as paredes de um corredor que me esmaga e empurra... aos solavancos... ugh...agh... que foi feito do meu mundo? Sinto dores intensas... vou rebentar de tanta dor... e esta ansiedade sufoca-me.
Anh?! Que luz é esta, uma chama tão intensa que me fere os olhos? Queima-me os nervos, alastra pela cabeça e percorre todo o meu corpo... De quem são estas mãos, geladas, que me puxam? E estas vozes? De quem são estas estranhas vozes que nunca antes ouvi? Agora estão a bater-me violentamente.... Molham-me... estou gelada, brrrrrrr...
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Ensino Superior

Diz Mariano Gago que as universidades da Europa estão a considerar a hipótese de os mestrados virem a ser exclusivamente leccionados em língua inglesa. Diz ainda que estão a pensar em trazer mais alunos para os mestrados. e há quem se alegre pelo facto de isso trazer mais competitividade ao ensino superior.
Está certo. Está tudo muito certo. Nós já sabemos que Portugal é um país atrasado e que o ensino superior não é para todos, mas torná-lo mais competitivo não será gerador de mais injustiça social? É que nem toda a a população estudantil das faculdades domina a língua inglesa. Há-os, mais velhos, que conhecem melhor o francês que o inglês. Será justo cavar mais ainda este fosso impeditivo de uma boa progressão nos estudos para aqueles que se expressam melhor em língua portuguesa?
Fernando Pessoa dizia que a Língua Portuguesa era a sua pátria, a minha também. E agora, já não posso fazer mestrado? Parece que alguém me quer cortar as pernas.
domingo, 23 de setembro de 2007
NOCTURNO
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Teia

Como um fatal predador
que da presa se apodera
sem pressas ardes no fogo
da tua própria fogueira
Besta dos sete monstros
monstros de sete cabeças
cabeças de sete faces
animal enlouquecido
que a mim mesma aprisiona
Insecto na tua teia
em corpo transfigurado
de carne viva ultrajada
fora de mim se alevanta
uma força de alma pura
que lá longe se agiganta
Pretenso Amor
sábado, 25 de agosto de 2007
Olho e vejo a mulher entre as paredes de uma gruta, dentro de um útero. Húmido ,aconchegante, mansamente caliente. A mulher nua, despida de sonhos, expectante, mansamente expectante. As plantas, vivas, vivem do alimento das paredes da gruta, da seiva que nasce oculta e se derrama por elas. A mulher aguarda o momento de fuga do longo instante. Existe paz, dentro do útero, depois da sonhadora tortura que é para lá chegar.quinta-feira, 23 de agosto de 2007
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Não sei onde meti o meu caderno de poesias.
SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO
A Costa da Caparica é única, no seu género. Fica a dois metros de Lisboa, que é como quem diz, basta passar a ponte, o que de moto até é muito bom.
Nove e meia da noite do início de Agosto: "Bora lá ver os bares das praias de São João?"
À saída da Via Rápida o carro, em vez de virar para a esquerda, sentido Fonte da Telha, guina para a direita, sentido Trafaria. A meio do percurso nova viragem à esquerda, são as ditas praias. Avista-se uma cancela e uma casinha/contentor com um segurança lá dentro. Ele pede dois euros e meio e em troca entrega um bilhete onde se pode ler que a empresa que explora aquele espaço não se responsabiliza por danos ou furtos nas viaturas de quem passe para lá da cancela. Segue-se por uma estrada mal construída e sem iluminação que se prolonga até uma clareira. Dali para a frente, esquerda ou direita, o piso é de terra batida e o breu impõe-se. Seguimos para o lado sul e paramos no primeiro bar. A construção é em madeira com os pilares a descoberto, bonita à primeira vista. Pelas janelas fechadas vê-se um casal sentado a uma mesa. Avançamos para a porta, pegamos na maçaneta e rodamos o pulso mas, está fechada?! Espreitamos de novo para o interior e está tudo na mesma. Damos a volta à casa e avistamos outra porta. "Ah, é por aqui". Executamos o mesmo processo, debalde. Tornamos a espreitar, sentindo-nos como intrusos em casa alheia, e voltamos para trás. Entretanto pensamos no dinheiro do parque e em como se está bem nas praias da Costa numa amena noite de Verão. "E se fôssemos ver aquele lá do fundo? Bora". Não ficava muito longe mas a noite era escura e pegámos no carro. circulámos alguns metros e deixámos de sentir terra firme, estávamos sobre areia. O carro começou a derrapar e nós a rezar. Enfim, safámo-nos. Conseguindo estacionar dirigimo-nos para outra casa nas dunas de construção semelhante. Nem um leve som de música, nem gente, nem nada, uma desolação. Decididas a vencer os obstáculos, avançamos para norte. Para lá da clareira um único bar aberto. Aberto? Isso pensávamos nós. Bem, faltava-nos ainda ir a um que ficava do outro lado. Acabámos por nos sentar a comer um hamburguer mal parido num sítio com dois grandes écrans onde se podia apreciar a luta de boxe. Muito giro.
sábado, 11 de agosto de 2007
Direcção Geral de Viação
Quem precisar de se dirigir à DGV de Lisboa vai deparar-se com o seguinte cenário:
uma sala apinhada de gente que aguarda, de senha na mão, pela sua vez de ser atendido. Ao cabo de duas ou três horas, a maior parte do tempo de pé (casa-de-banho não se vêm nem máquina de águas ou, simplesmente, de café), finalmente é chegada a sua vez. Uma brutamontes dos seus cinquenta e tal anos, anafada, que não se dá sequer ao trabalho de responder à saudação da tarde, pega nos nossos documentos e desata a escrever números não sem antes perguntar à colega do lado como se faz. Depois apercebe-se que faltam as fotocópias do BI e, com maus modos, pede-nos o cartão. Levanta-se, a custo, e lá vai ela com os gordos bracinhos a abanar, em direcção à fotocopiadora, que está literalmente a dois passos dali. Volta a sentar-se, a resmungar, e atira com o Bilhete de Identidade para cima da secretária. "Olha, ó colega, o que é que eu faço a isto? A colega responde que a outra colega é que sabe e diz-nos: Olhe, encoste-se ali um bocadinho (à parede) que a minha colega está ali a fazer uma coisa e já vem, tá bem? Que se há-de fazer? Está bem, está. E lá vamos nós encostar-nos à parede de antenas no ar não vá a tal colega, por alguma razão que nos ultrapassa, não aparecer. Finalmente a colega, talvez a chefe, pega nos papéis e dirigi-se a um terminal de computador, onde vê qualquer coisa que as outras duas supostamente não viram. "Não, esta carta não está cá, esta carta está em Setúbal; tem de tratar lá porque eles enviaram para lá a carta, não é aqui".
Conforme se pode ver por este excerto de um dia de Verão, a DGV está viva, bem de saúde, e recomenda-se.
uma sala apinhada de gente que aguarda, de senha na mão, pela sua vez de ser atendido. Ao cabo de duas ou três horas, a maior parte do tempo de pé (casa-de-banho não se vêm nem máquina de águas ou, simplesmente, de café), finalmente é chegada a sua vez. Uma brutamontes dos seus cinquenta e tal anos, anafada, que não se dá sequer ao trabalho de responder à saudação da tarde, pega nos nossos documentos e desata a escrever números não sem antes perguntar à colega do lado como se faz. Depois apercebe-se que faltam as fotocópias do BI e, com maus modos, pede-nos o cartão. Levanta-se, a custo, e lá vai ela com os gordos bracinhos a abanar, em direcção à fotocopiadora, que está literalmente a dois passos dali. Volta a sentar-se, a resmungar, e atira com o Bilhete de Identidade para cima da secretária. "Olha, ó colega, o que é que eu faço a isto? A colega responde que a outra colega é que sabe e diz-nos: Olhe, encoste-se ali um bocadinho (à parede) que a minha colega está ali a fazer uma coisa e já vem, tá bem? Que se há-de fazer? Está bem, está. E lá vamos nós encostar-nos à parede de antenas no ar não vá a tal colega, por alguma razão que nos ultrapassa, não aparecer. Finalmente a colega, talvez a chefe, pega nos papéis e dirigi-se a um terminal de computador, onde vê qualquer coisa que as outras duas supostamente não viram. "Não, esta carta não está cá, esta carta está em Setúbal; tem de tratar lá porque eles enviaram para lá a carta, não é aqui".
Conforme se pode ver por este excerto de um dia de Verão, a DGV está viva, bem de saúde, e recomenda-se.
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
DISTÂNCIA
sexta-feira, 27 de julho de 2007
QUEM DE ENTRE NÓS
terça-feira, 24 de julho de 2007
O SERMÃO QUE JESUS CRISTO (NÃO) FEZ NA MONTANHA

Pai-nosso que estais no céu
Tão injusto para as mulheres
Santificado seja o vosso nome
Apesar do sangue derramado
Venha a nós o vosso reino
De poder infinito
Seja feita a vossa vontade
Mesmo cruel e mesquinha
Assim na terra como no céu
O pão-nosso de cada dia nos dai hoje
Para saciar o nosso apetite desenfreado
E perdoai as nossas ofensas
Pecados menores sem valor
Assim como nós perdoamos
Como se divinos fôssemos
A quem nos tem ofendido
E afastai-nos da tentação
De nos deixarmos seduzir
E livrai-nos de todo o mal
Como se possível fosse
Porque vosso é o reino
Que nós desejamos
E o poder e a glória
Que sem medida ambicionamos
Para todo o sempre
Aqui e agora
Amén
In Chalah
domingo, 15 de julho de 2007
ENCANTAMENTO
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Lilith
Prima entre pares
Com Adão por companhia
Foi expulsa do paraíso
Pela sua rebeldia
Sucedeu-lhe Eva a submissa
Que Deus criou por covardia
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